“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte…”

A cidade que eu quero viver é uma cidade de interior, é uma cidade cosmopolita, é a cidade do avião. Ficou ainda mais conhecida nos últimos anos pela eficiência urbana. O que a tornou uma cidade de gente feliz.

Imagem:  Audi Urban Future Award, the Berlin Team
of Max Schwitalla, Paul Friedli and Arndt Pechstein

O VLT é pontual, limpo e eficiente, o ônibus também. Ambos compõem um sistema integrado que atende a todos os bairros da cidade. Da vila Ema ao Buquirinha, todo mundo consegue se locomover da forma que escolheu. E o curioso é que a maioria prefere o transporte público. Dá para fazer amizade no caminho, tirar um cochilo, ler o jornal, responder mensagens de texto, postar fotos do final de semana no Instagram.

Aquela moça que ali caminha, explica:  “ as calçadas são largas, sem buracos. Há rampas para deficientes e carrinhos de bebê” tenho liberdade e facilidades enormes morando aqui… O rapaz da bicicleta conta:  “ as ciclovias são bem sinalizadas e iluminadas para o uso noturno também, vou à faculdade de bicicleta, dá para economizar e praticar esporte ao mesmo tempo”

E não é porque é cidade de interior que é parada, ela vibra!
Às terças tem o famoso cinema ao ar livre no Vicentina Aranha, às quartas tem feira noturna em Santana e às sextas show de rock no Parque Santos Dumont, tudo junto e misturado, com muito respeito à diversidade e à diversão. Coisa comum em lugar de gente feliz.

A principal rua da cidade é fechada aos domingos. De artista circense à foodtruck… de engravatado à skatista… vivendo, convivendo e utilizando o espaço público de maneira super democrática.  Transporte gratuito aos domingos, pra quem quiser visitar a avó, ou ir à uma exposição de arte contemporânea, ou fazer piquenique… é tudo grátis, tem para todos.

Puff. Acordei. Aquela sensação de morar numa cidade assim tão legal ainda persiste. A ponto de querer realizar algo assim onde vivo agora. Vontade de viver numa cidade bacana, feita POR pessoas e PARA pessoas…

Bora? Quem topa levanta a mão aí!

A autora:


Vinie Pedra é arquiteta, mestre em urbanismo e professora.
Atualmente coordena o curso de Pós em Design de Mobilidade Urbana no Senac São José dos Campos.
É também pedestre e  usuária de transporte público.

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