Design Weekend!, by Lauro Andrade - Revista By

Design Weekend, By Lauro Andrade

Idealizador e realizador da DW! Design Weekend.

– Perfil

Sou formado e tenho mestrado em Administração com aperfeiçoamentos nos EUA e Alemanha. Fui executivo em grandes empresas (Brahma, Pizza Hut, Sebrae) onde tive meus primeiros contatos com o design, principalmente de produto e gráfico. Fiz minha grande imersão no tema ao assumir a EXPO REVESTIR/FÓRUM em 2006, organizar a participação de empresas brasileiras em mais de 50 eventos de arquitetura e design de interiores em todo o mundo e trazer ao Brasil grandes expoentes mundiais do setor. Tive minha “epifania” ao conhecer a Semana de Design de Milão (Fuori Salone) e o London Festival of Architecture, em 2008/2009. Fiquei completamente alucinado com a possibilidade de criar um festival de economia criativa tendo o Design como tema central e que viria a ser o DW!, nascido em 2012, e um dos maiores do mundo hoje com 300 eventos em 180 lugares da cidade de SP. A FEIRA High Design Expo nasceu em 2016, para preencher uma lacuna existente no mercado de arquitetura e design de interiores, exibindo soluções e produtos para Home & Office.

– Objetivos

Meu ideal e missão foram, desde o início, integrar o mundo criativo ao produtivo. Tenho convicção que o grande “Pré-sal” brasileiro é a Criatividade. Somos um caldeirão étnico-cultural único no mundo, com riquezas naturais inigualáveis e uma heroica força empreendedora, que consegue ser competitiva mesmo em um ambiente altamente tóxico, criado por um Estado em sua quase totalidade patrimonialista, paquidérmico, ineficiente e corrupto. Se conseguirmos integrar estes mundos teremos a tão desejada inovação e, sem dúvida, mudaremos o país de patamar.

– Desafios

A nível macro, o contexto político-institucional brasileiro é o maior pesadelo, pois mata o que considero mais importante em uma economia jovem como a nossa: a vontade das pessoas desenvolverem todo o seu potencial. Temos uma geração inteira de gente muito qualificada, entre 30 e 50 anos que, infelizmente, tem como projeto atual sair do país. Esta perda da faixa etária com maior poder de geração de riqueza – e consequente distribuição – é muito mais nociva que a queda do PIB. Em relação aos nossos projetos, dedico quase metade do tempo estudando, analisando e testando fórmulas de realizar a integração e convergência de nossos negócios, das plataformas presenciais para as digitais. Não acredito na “adolescentização” total da sociedade onde tudo será digital. Aliás acho isto um erro estratégico terrível que causa efeito manada muitas vezes sem sentido, pois em 30 anos teremos no país mais pessoas com idade superior a 60 anos, do que jovens abaixo de 29! Mas sem dúvida operar “omni-channel” é condição “sine qua non” à sobrevivência dos negócios.

– Design brasileiro

Poucos países no mundo conseguem ter uma geração tão talentosa de designers, em tamanha quantidade, como temos aqui. Evoluímos muito na incorporação de tecnologia, práticas e técnicas de excelência mundial. Com iniciativas de disseminação e democratização de acesso ao design, como o DW!, aumentamos a base não apenas de profissionais como de “simpatizantes não-iniciados”, que formam um novo e interessado mercado consumidor. Na primeira edição do DW! em 2012 foi difícil conseguir 20 empresas que tivessem designers/estúdios como destaque. Na edição passada (2016) foram quase 200 “autores” como protagonistas em eventos do festival, da High Design Expo dentre outros. Nunca ganhamos tantos prêmios internacionais, em concursos relevantes. A economia globalmente conectada não criou um mercado de 5 bilhões de pessoas, mas 5 bilhões de mercados de uma pessoa e isso significa, na prática, personalização em massa e campo fértil para os designers. Enfim, sou um otimista patológico com as oportunidades do segmento e vejo oportunidades não exploradas em todas as áreas de atuação humana.

– Empreendedorismo e negócios com o design

As cadeias produtivas e de negócios passam por grandes mudanças em todas as áreas. A tecnologia da informação em larga escala, deixou o mundo pequeno e mudou e a concorrência passou a ser global. Tenho certeza que empresas que não disponibilizarem aos seus clientes/consumidores bens e serviços relevantes, com custos compatíveis às expectativas, serão simplesmente eliminadas do mercado. Intermediários que só agregam custos e não soluções efetivas, já estão sendo rapidamente substituídos por quem o faça. A Indústria 4.0 muda o papel dos fabricantes, que passa a trabalhar marca para diferenciar-se da concorrência predatória, sobretudo da Ásia. O varejo passa a assumir novos papéis junto ao consumidor, tendo de gerar serviços e experiências de uso e não apenas transações comerciais (mais fáceis no mundo digital!). Em nossos negócios exigimos sobretudo postura proativa e flexível das equipes, que são extremamente focadas na relevância do que entregam para nossos clientes e soluções de problemas. Com isto nos esforçamos diuturnamente para criar “eventos com alma”, onde mais do que vender cotas ou metros, estamos profundamente comprometidos com os resultados do setor como um todo. Se o “ecossistema” estiver saudável, nós estaremos. Logo, vamos ajudar a construí-lo!

 

Mais informações:

DW!

Tel: (11) 3477-1000

Site: www.designweekend.com.br

 

Texto by Carla Stellato

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