As cores originais das estátuas gregas

Obras de arte muito antigas perdem suas cores originais e, mesmo com muitos estudos, é difícil chegar nas cores exatas da primeira versão.

Profissionais de restauro de obras de arte, estudam e aplicam diversas técnicas a fim de reproduzir o mais fielmente possível as cores, materiais e outros incontáveis nuances e aspectos que deixam uma obra restaurada com a sua aparência original.  A verdade é que, elas não são exatamente as cores sóbrias e neutras que estamos acostumados a ver. Aliás, as cores utilizadas eram fortes e vibrantes, ou seja, completamente diferente do que temos hoje em dia!

O auxílio da técnica “raking light”, tem sido utiliza há anos na análise artística e consiste em posicionar uma lâmpada, de forma que o caminho da luz seja paralelo à superfície do objeto, e que, quando aplicada em pinturas, evidencia claramente as pinceladas, assim como sujeiras e até mesmo as imperfeições. Em estátuas, o efeito é um pouco diferente, sendo levemente mais sutil, pois tintas diferentes envelhecem e desgastam em tempos diferentes. Essa técnica é muito escolhida por verificar a condição da superfície da pintura antes, durante e depois da conservação.

Logo em seguida, é feito o mapeamento, onde a questão é como descobrir quais cores serão utilizadas para a reconstituição. E como não há como saber se a cor vista hoje tem relação com a tonalidade original, pois as cores podem esmaecer com o tempo, exceto os materiais originais (como pigmentos derivados de animais e plantas, pedras e conchas) ainda têm a mesma aparência, isso também pode ser visto pela técnica. O infravermelho ajuda a determinar os compostos orgânicos, já técnicas com raios-x só param quando encontram algo com considerável peso, como pedras ou minerais. Assim, os pesquisadores e estudiosos podem encontrar quais cores uma estátua milenar foi pintada.

 

 

Fotos by Harvard Magazine / Moco Choco

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