O sertão de Marcos Sertânia

A releitura de inúmeros personagens sertanistas do Brasil possibilitou ao artista Marcos Sertânia, a criação de suas obras de madeira. Seja de um pai que olha ao céu em busca da chuva ou, uma mãe que busca água enquanto carrega um balde na cabeça, o autor traduz, de inúmeras maneiras, cenas do cotidiano e, consigo, da riqueza literária do sertão nordestino do país, como a Baleia, cãozinho da obra de Graciliano Ramos em Vidas Secas.

Ao tentar exibir o cotidiano sertanista, Marcos buscou em Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos, sua principal referência e, consigo, obra mais reconhecida. A família de retirantes, nas figuras do pai, mãe com criança no colo e o cão, amigo fiel da família, foram reproduzidas e, atenderam fielmente ao imaginário popular baseada na obra do artista.

E Baleia, a cachorra da família, se torna a personagem mais emblemática de quem já leu e se comoveu com a obra, na história de Sertânia, o animal também ganhou maior destaque e, muitas pessoas passaram a pedir somente sua especialidade.

O Simbolismo extremamente forte em suas obras foram tão intensos que transpassaram as fronteiras e, chegaram em galerias pelo Canadá, Bélgica e Israel, e, já foram reconhecidas internacionalmente, inclusive, como presente, chegando nas mãos do Papa Francisco.

Marcos Sertânia pertence a uma nova fração de mestres da Arte Popular Brasileira e, inova em suas obras com seu estilo próprio. Além da dramaticidade expressa, refletem constante movimento; suas obras foram, inclusive, comparadas com as do artista plástico e, escultor americano Amadeo Modigliani. 

Fotos by Divulgação  

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